sábado, 13 de agosto de 2011

Não somos mais os mesmos, nem vivemos...

Não há como negar que o avanço da tecnologia nos permitiu atingir níveis de interação, antes, inimagináveis. Nunca eu, quando uma criança de 10 anos, comendo Dip n' Lik e jogando Super Mario Bros., iria imaginar que seria possível acessar a internet em praticamente qualquer lugar do planeta, utilizando uma infinidade de dispositivos disponíveis atualmente e o melhor de tudo: sem ouvir aquele sonzinho. E junto com essa popularização, a internetz nos trouxe muita coisa boa. Mas está criando uma geração de tapados.
Fazendo uma analogia, eu enxergo a internet como a televisão da era anterior. Ela molda nossos gostos, sonhos, ideias e tudo que estiver ao seu alcance. Just like television. E como nunca antes visto na história, mudou nosso comportamento para com os outros.
Ao olhar para as "redes sociais", só me resta imaginar que sua designação veio de uma terrível ironia quanto ao seu uso. Estamos perdendo nossas vidas sociais quando passamos a "fazer social" único e exclusivamente online. Estamos perdendo a noção das coisas quando mandamos milhões de beijos e abraços online e pessoalmente não fazemos uma visita. Até uma cutucada ninguém faz mais no buzu... E por falar em tucutar, quem em sã consciência achou que esse negócio de cutucar daria certo?
O maior exemplo que essa sociedade me dá de que estamos perdendo a noção do ridículo é o novo The Sims Social. No vídeo, uma mulher tem sua vida amorosa resolvida por causa do jogo. Ela visita o cara, dança com ele, assiste a um filme, beija e até $@#&%! Mas tudo pelo computador. (Ou seja, ela esquentou o umbigo com o notebook, se é que me entendes...) O grande "mais que porra é essa!?" da parada é que ela tratou tudo aquilo como realidade. Realmente deplorável.

Somos fazendeiros, prefeitos e até criminosos! Tudo virtualmente. Não que eu veja isso como algo ruim. O problema está quando as pessoas levam isso como estilo de vida, deixando a realidade de lado e não parando para fazer coisas como plantar feijão no algodão, ser líder de turma (ou de qualquer grupo) ou mesmo quebrar uma janela com um badogue (bodoque, estilingue ou como é chamado em sua região).
Não nego achar o "cara do legal" uma obra de arte...
Uma coisa que me deixa realmente agoniado é ver meus amigos em festas, shows, reuniões ou qualquer outro evento que nos una, conversando pelo twitter, apesar de estarem no mesmo ambiente e tal ambiente munido de interações sociais válidas (ou reais, se preferirem). Dói-me a alma. Todavia não culpo as ferramentas por essa pré-catástrofe, mas sim seus usuários e como eles a utilizam. Se lembra de quando o orkut era um espaço que dava pra discutir um montão de coisas?
PS: Como Nossos Pais continua um ótima música.
PS2: Por falar em música, ouçam Eu, Robô ;]




Um comentário:

  1. "Posso dizer que eu te amo pelo computador, mas não é a mesma coisa."

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